Oooooooooi gente, hoje estou sem muito ânimo para contar sobre a viagem para casa de /anix.
Cansado da jornada que o ônibus faz e que estamos acostumados a fazer para ver um ao outro. Dorme acorda e nem na metade estou. O banco dói e cansa.
Nesta viagem pude ver o que falta em minha vida, não é emprego, não é carro, não é casa; é ela. Sei que as outras coisas são importantes para morar e para viver, mas sem ela, de quê vale realmente ter tudo isso? Todos os dias passados foram maravilhosos. Afazeres feitos. Risos. Pessoas que gostamos. Contato. Discussões sobre o futuro no quarto escuro.
A frase "eu te amo" tem um novo significado para mim depois que eu a conheci realmente, vi que achei não apenas uma mulher mas uma companheira e acima de tudo amiga para qualquer hora.
Só gostaria que o dia no qual eu não dissesse mais adeus chegasse logo. Toda vez nos emocionamos com a despedida. Apesar de tantas outras antes, no momento parece sempre a primeira na qual eu disse que passaria rápido o tempo. Realmente o tempo passa rápido, não nossa percepção dele. É um pena em que momentos assim, na qual eu vos escrevo não tenha o dom de nossa amiga Luma ( http://www.odiariodeumamulherde30.blogger.com" title="http://www.odiariodeumamulherde30.blogger.com" target="_blank"http://www.odiariodeumamulher... )escrever e dizer tudo conciso. Muitas das vezes divertido. Voltas e voltas meu pensamento dá e lembranças são postas à prova. Só gostaria que o tempo parasse na mesma maneira que ele pára quando eu beijo Anix. Mas deve ser impossível tal pedido, um pedido ao deus Cronos para nos dar um tempo.
Vejo-a dormindo na mesma maneira que o filho vê o pai, com olhar de adoração. Heroísmo.Tento resgatar cada momento mas são muitos e me perco em seus braços, em seu colo quente. Gosto do teu sorriso, tento fazê-la rir mesmo nos piores momentos, já tenho tanta tristeza em mim as vezes.
No aniversário dela, vi que estava deveras feliz. O tempo vôo mais uma vez e acabou de arrebatar o momento. Como um flash de uma foto na qual eu não bati, mas o relógio bateu e tirou-o de nós. Assim como a velha Estação Ferroviária de Itapeva, centenária -- abandonada por seus filhos ricos e vista por outros olhos por seus filhos pobres -- e o dia dos pais que apesar do tempo tendo não lembrar e passar como um dia normal. Lembranças vêm e vejo seu sorriso a cada momento. Não tenho mais com quem abraçar nesses dias e tantos outros me refugio nos de outros. Em vão, pois me vêem como um verdadeiro estranho, afinal choro escondido de mim mesmo, o choro de muito tempo.
Lá em encontro com um homem maravilhoso, pai dela, forte, humorado, gente fina. Características essas vistas por quem vê de uma percepção de fora. Mas uma vez fiz como em outros anos, simulei o último ano. Me deixa muito feliz, mas a realidade vem e me deixa órfão novamente. O abraço que toda vez se vai. Sinto falta do abraço. Não quero que se vá também com ela. Não agüento tantas despedidas. Não mais agüento. Nunca revelei tais pensamentos antes. Mas quem me conhece sabe que são sinceros.
Tenham uma boa noite. E desculpe se ocasionei algo, não era minha intenção. Só mesmo um desabafo num ombro amigo.

